"A Educação sozinha, não transforma a sociedade. Sem ela tampouco, a sociedade muda." Paulo Freire.
18/09/2016
30/04/2016
A DESCOBERTA DA JOANINHA
Dona Joaninha vai a uma festa em casa da lagartixa. Vai ser uma delícia!
Todos os bichinhos foram convidados... Afinal chegou o grande dia. O dia da festa na casa da Lagartixa.
Dona Joaninha está feliz. Quer ir muito bonita! Por que assim, todo mundo vai querer dançar e conversar com ela! E ela poderá se divertir a valer!
Por isso, colocou uma fita na cabeça, uma faixa na cintura, muitas pulseiras nos braços e ainda levou um leque para se abanar.
No caminho, encontrou Dona Formiga na porta do formigueiro e disse:
- Bom dia Dona Formiga! Não vai à festa da lagartixa?
- Não posso minha amiga. Ontem fizemos mudança e eu não tive tempo de me preparar...
- Não tem problema! Tudo bem! Eu posso emprestar a fita que tenho na cabeça e você vai ficar linda com ela! Quer???
- Mas que legal Dona Joaninha! Você faria isso por mim?
- Claro que sim! Estou muito enfeitada! Posso dividir com você.
Tirou a fita de sua cabeça e a ofereceu para Dona Formiga que, feliz, decidiu ir à festa.
Lá se foram as duas. A formiga radiante com a fita na cabeça.
Mais adiante, encontraram Dona Aranha na sua teia fazendo renda.
- Oi! Aonde vão as duas tão bonitas?
- à festa da lagartixa! Você não vai???
- Sinto muito! Tive muitas despesas este mês e sem dinheiro não pude me preparar para a festa.
- Não seja por isso! Disse a Joaninha - Estou muito enfeitada! Posso bem emprestar as minhas pulseiras... Vão ficar lindíssimas em você!
Emprestou suas pulseiras, que ficaram lindas em Dona Aranha.
- Que maravilha! Disse a aranha entusiasmada – Sempre tive vontade de usar pulseiras em meus braços! Dona Joaninha, você é legal demais! Sabia?
As três, radiantes de felicidade, seguiram rumo à festa.
Um pouco adiante, encontraram a Taturana. Como sempre, estava morrendo de calor!
- Oi, Dona Taturana! Como vai?
- Mal! Muito mal com esse calor! Sabe que nem tenho disposição para ir à festa da Lagartixa.
- Ora! Mas para isso dá-se um jeito! Disse a Joaninha muito amável – Posso lhe emprestar o meu leque.
E lá se foi também a Taturana, muito alegre, se abanando com o leque, e encantada com a gentileza da amiga. Logo depois, deram de cara com a Minhoca. Que tinha colocado a cabeça pra fora da terra para tomar um pouco de ar.
- Dona Minhoca, não vai à festa? Disse a turminha ao passar por ela.
- Não dá, sabe? Eu trabalho demais! Quase não dá tempo pra comprar as coisas de que preciso.. E, agora, estou sem ter uma boa roupa boa pra vestir! Sinto bastante! Porque sei que a festa vai ser muito legal! Mas, que se há de fazer?...
- Ora, Dona Minhoca – Disse a Joaninha com pena dela – Dá-se um jeito... Posso emprestar a minha faixa e com ela você ficará muito elegante!
E emprestou a sua faixa à Minhoca que ficou muito elegante. E seguiu com as amigas para a festa.
Dona Joaninha estava tão feliz com a alegria das outras, que nem reparou ter dado tudo o que ela havia posto para ficar mais bonita. Mas, a alegria de seu coração aparecia nos olhos, no sorriso, e em tudo o que ela dizia! E isso a fez tão linda, mas tão linda que ninguém, na festa dançou e se divertiu mais do que ela!
Foi então que a Joaninha descobriu que para a gente ficar bonita e se divertir não precisa se enfeitar toda.
Basta ter o coração bem alegre que a alegria de dentro deixa a gente bonita por fora.
E ela conseguiu essa alegria fazendo todo aquele pessoal ficar feliz!!!
Bellah Leite Cordeiro
Todos os bichinhos foram convidados... Afinal chegou o grande dia. O dia da festa na casa da Lagartixa.
Dona Joaninha está feliz. Quer ir muito bonita! Por que assim, todo mundo vai querer dançar e conversar com ela! E ela poderá se divertir a valer!
Por isso, colocou uma fita na cabeça, uma faixa na cintura, muitas pulseiras nos braços e ainda levou um leque para se abanar.
No caminho, encontrou Dona Formiga na porta do formigueiro e disse:
- Bom dia Dona Formiga! Não vai à festa da lagartixa?
- Não posso minha amiga. Ontem fizemos mudança e eu não tive tempo de me preparar...
- Não tem problema! Tudo bem! Eu posso emprestar a fita que tenho na cabeça e você vai ficar linda com ela! Quer???
- Mas que legal Dona Joaninha! Você faria isso por mim?
- Claro que sim! Estou muito enfeitada! Posso dividir com você.
Tirou a fita de sua cabeça e a ofereceu para Dona Formiga que, feliz, decidiu ir à festa.
Lá se foram as duas. A formiga radiante com a fita na cabeça.
Mais adiante, encontraram Dona Aranha na sua teia fazendo renda.
- Oi! Aonde vão as duas tão bonitas?
- à festa da lagartixa! Você não vai???
- Sinto muito! Tive muitas despesas este mês e sem dinheiro não pude me preparar para a festa.
- Não seja por isso! Disse a Joaninha - Estou muito enfeitada! Posso bem emprestar as minhas pulseiras... Vão ficar lindíssimas em você!
Emprestou suas pulseiras, que ficaram lindas em Dona Aranha.
- Que maravilha! Disse a aranha entusiasmada – Sempre tive vontade de usar pulseiras em meus braços! Dona Joaninha, você é legal demais! Sabia?
As três, radiantes de felicidade, seguiram rumo à festa.
Um pouco adiante, encontraram a Taturana. Como sempre, estava morrendo de calor!
- Oi, Dona Taturana! Como vai?
- Mal! Muito mal com esse calor! Sabe que nem tenho disposição para ir à festa da Lagartixa.
- Ora! Mas para isso dá-se um jeito! Disse a Joaninha muito amável – Posso lhe emprestar o meu leque.
E lá se foi também a Taturana, muito alegre, se abanando com o leque, e encantada com a gentileza da amiga. Logo depois, deram de cara com a Minhoca. Que tinha colocado a cabeça pra fora da terra para tomar um pouco de ar.
- Dona Minhoca, não vai à festa? Disse a turminha ao passar por ela.
- Não dá, sabe? Eu trabalho demais! Quase não dá tempo pra comprar as coisas de que preciso.. E, agora, estou sem ter uma boa roupa boa pra vestir! Sinto bastante! Porque sei que a festa vai ser muito legal! Mas, que se há de fazer?...
- Ora, Dona Minhoca – Disse a Joaninha com pena dela – Dá-se um jeito... Posso emprestar a minha faixa e com ela você ficará muito elegante!
E emprestou a sua faixa à Minhoca que ficou muito elegante. E seguiu com as amigas para a festa.
Dona Joaninha estava tão feliz com a alegria das outras, que nem reparou ter dado tudo o que ela havia posto para ficar mais bonita. Mas, a alegria de seu coração aparecia nos olhos, no sorriso, e em tudo o que ela dizia! E isso a fez tão linda, mas tão linda que ninguém, na festa dançou e se divertiu mais do que ela!
Foi então que a Joaninha descobriu que para a gente ficar bonita e se divertir não precisa se enfeitar toda.
Basta ter o coração bem alegre que a alegria de dentro deixa a gente bonita por fora.
E ela conseguiu essa alegria fazendo todo aquele pessoal ficar feliz!!!
Bellah Leite Cordeiro
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16/04/2016
DEMOCRACIA BURGUESA. UMA FARSA
Estado e regime
O que é democracia?Para definir o que é democracia, precisamos antes, entender dois outros conceitos: Estado e regime.
O Estado é o conjunto de instituições públicas de um país:Tribunais, Exército, polícia, ministérios, Receita Federal, Congresso etc. O Estado é a maior força militar, política e econômica da sociedade. Quem já foi abordado pela polícia, paga imposto de renda ou já teve que se explicar diante de um juiz, sabe bem do que estamos falando. As instituições do Estado estão por toda parte.
Mas qualquer mecânico sabe que um monte de peças jogadas dentro de um capô não faz um carro andar. É preciso que elas funcionem e que estejam corretamente conectadas entre si. A explosão na câmara de combustão do motor não serve de nada se não há um sistema de pistões, manivelas e engrenagens, capaz de transmitir a energia produzida às rodas. Com o Estado ocorre o mesmo. Assim como as partes de um motor, as instituições do Estado precisam se conectar de alguma maneira.
Qual instituição do Estado é a principal num determinado momento? Qual delas manda? E qual obedece? A resposta a essas perguntas permite definir o regime político de um país. Se, por exemplo, o Exército e a polícia forem as instituições dominantes, estaremos diante de uma ditadura militar. Se, ao contrário, o Congresso e a presidência, eleitos pelo voto popular, cumprirem o papel principal, teremos uma democracia. O regime é, portanto, a forma de funcionamento do Estado, a maneira como as instituições do Estado se conectam entre si para fazer esse Estado funcionar.
A função do Estado é manter a ordem social existente, ou seja, proteger a propriedade burguesa e garantir a exploração da classe trabalhadora pelos patrões.
Se para isso for necessário uma ditadura, virá uma ditadura. Se for possível explorar através de uma democracia, teremos uma democracia. Ou seja, o regime pode ser democrático ou ditatorial, mas o Estado continua servindo à burguesia.
Por isso, ao falarmos de Estado, é preciso agregar a que classe social ele serve, que tipo de “ordem” ele mantém, que propriedade defende. Se for um Estado a serviço do capitalismo, diremos “Estado burguês”. Se for um Estado controlado pelos trabalhadores, diremos “Estado operário”. O mesmo vale para o regime. Se vivemos em um Estado burguês, então teremos uma democracia burguesa ou um regime democrático-burguês.
As características da democracia
A primeira característica da democracia burguesa é a existência de liberdades individuais e coletivas: liberdade de organização, de manifestação, de expressão, de reunião etc. Essa é uma conquista extremamente importante, arrancada com muita luta ainda na adolescência do capitalismo, no final do século 18. A defesa dessas liberdades democráticas é um princípio dos revolucionários porque elas são fundamentais para a educação política dos trabalhadores. Durante a ditadura militar no Brasil, por exemplo, as manifestações foram proibidas; os partidos de esquerda, perseguidos; a arte, censurada. A classe trabalhadora ficou quase vinte anos sem lutar. Somente com as greves operárias no final dos anos 1970, essas liberdades foram restabelecidas e os trabalhadores puderam reconstruir suas organizações e voltar à cena política do país.
A segunda característica da democracia burguesa é a igualdade jurídica. Segundo esse princípio, todos são iguais perante a lei, têm os mesmos direitos e obrigações: prestam o serviço militar, pagam impostos, fazem a prova do ENEM, param no sinal vermelho etc.
As mentiras da democracia
Aqui nos deparamos com a primeira mentira da democracia burguesa. Se prestarmos atenção, veremos que as liberdades democráticas e a igualdade jurídica só existem pela metade, ou somente para alguns, e por isso são uma farsa.
O direito de greve existe, mas centenas de greves são declaradas ilegais pela justiça todo ano. O direito de manifestação existe, mas os sem-teto são imediatamente reprimidos pela polícia quando resolvem fechar uma rua para protestar. O direito de se organizar em partidos existe, mas os partidos que não tem representação parlamentar não são chamados aos debates, como se simplesmente não existissem. Todos os partidos têm acesso à TV, mas os partidos pequenos têm 30 segundos, enquanto a coligação que elegeu Dilma tinha mais de 10 minutos.
Todos são iguais perante a lei, mas o caveirão não entra atirando no Leblon e quando o banqueiro Daniel Dantas foi preso, houve um escândalo nacional porque o coitadinho foi algemado. Os filhos da burguesia prestam o ENEM como todo mundo, mas antes disso estudam nas melhores escolas particulares e fazem os melhores cursinhos. Todos pagam a mesma alíquota de ICMS, mas uma família pobre gasta mais da metade de sua renda no supermercado, enquanto para os ricos o item comida não representa quase nada no orçamento doméstico. Todos têm o direito de ir e vir, mas os usuários dos trens urbanos no Rio de Janeiro levam chicotadas dos seguranças da SuperVia.
Podemos encontrar milhares de exemplos. Em todos eles, veremos que as liberdades garantidas em uma lei, são limitadas ou anuladas em outra, e que a igualdade jurídica é uma ficção.
A força da democracia
Apesar de todas as mentiras, a democracia burguesa tem se demonstrado uma máquina bastante eficiente e difícil de ser desmascarada. Em que reside, então, a força do regime democrático-burguês, seu poder de iludir? Com essa pergunta chegamos ao coração do sistema, à verdadeira câmara de combustão da democracia burguesa, que fornece energia a todas as outras partes do mecanismo: o voto.
A principal característica da democracia burguesa é a eleição dos governantes através do voto universal. Voto universal significa que todos têm direito a votar, sem distinção de raça, sexo ou classe social.
Dito assim, parece pouco importante, mas não é. O voto universal foi uma grande conquista, também arrancada com muita luta. No Brasil, até o final do século 19, só podiam votar aqueles que fossem ao mesmo tempo: homens, brancos e proprietários. Mais tarde, o direito ao voto foi estendido aos pobres, mulheres e analfabetos. No Brasil República, os negros nunca foram oficialmente proibidos de votar. No entanto, como a maioria dos ex-escravos era analfabeta, a população negra acabava de fato excluída das eleições. Com relação às mulheres, se considerava que elas já estavam representadas por seus maridos e por isso não precisavam votar.
O voto universal foi uma conquista tão importante, que acabou se tornando o principal critério para se avaliar o nível de liberdade de uma sociedade. Se estabeleceu que: “Voto universal = país livre e democrático”. “Ausência de voto universal = ditadura”. Todos os outros direitos, como emprego, saúde, educação etc., foram sendo lentamente eliminados da consciência da população. Não é segredo para ninguém, por exemplo, que Dilma prepara uma nova reforma da Previdência, que vai acabar na prática com um direito fundamental dos trabalhadores: a aposentadoria. Quantas vozes se levantaram contra isso até agora? Muito poucas. A CUT, por exemplo, maior central sindical do país, permanece calada. Imaginemos agora que Dilma pretendesse acabar com o voto universal. Seria um escândalo internacional. De Washington, Obama protestaria. A ONU emitiria um comunicado. Até o palhaço Tiririca seria contra. Mas como se trata “apenas” do direito à aposentadoria... para quê tanto barulho? Assim, a liberdade humana foi reduzida ao direito de, uma vez a cada quatro anos, apertar um botão.
O enigma do voto
Mas como o voto se tornou tão importante e por que dizemos que ele é a fonte de todas as ilusões da democracia burguesa? Pelo simples fato de que ele “iguala” coisas que são completamente diferentes e não podem ser igualadas. Na vida real, patrões e empregados têm interesses opostos. Mas no dia da eleição o voto do trabalhador vale tanto quanto o voto do empresário. Esse fato é martelado na cabeça do povo, como se fosse a prova definitiva de que todos são iguais, de que a sociedade é realmente livre e igualitária.
Não é por acaso que a TV, o governo e os jornais se refiram às eleições como “a festa da democracia”. De fato, esse é momento mais importante do regime democrático-burguês. Não importa que durante os próximos 4 anos os trabalhadores terão que enfrentar o governo como seu inimigo. Não importa que se mentiu durante a campanha. Não importa que a TV só tenha mostrado dois ou três candidatos. O que importa é que todos puderam votar! Se votaram errado, paciência...
Assim, ao longo dos quatro anos que separam uma eleição da outra, o eleitor é programado para chegar diante da maquininha e fazer exatamente aquilo que se espera dele: votar. “Não desperdice seu voto!”, “Vote!”, diz a campanha do TRE.
As armas do sistema
Mas se os trabalhadores são a maioria da população e a burguesia é a minoria, por que a burguesia sempre ganha? Por que os trabalhadores não usam o voto universal a seu favor? É nesse momento que entra em cena o outro ator do “espetáculo da democracia”: o poder econômico.
As gigantescas doações feitas por mega-empresários, combinadas com grandes coligações de até 10 partidos, para ocupar tempo de TV, criam verdadeiras super-candidaturas, que têm à sua disposição programas hollywoodianos, jatinhos particulares, marqueteiros internacionais, milhares de cabos eleitorais e muitas outras armas. Os candidatos operários ou de esquerda simplesmente desaparecem, esmagados pelo peso de milhões de reais. Nessas condições, não é de se admirar que os trabalhadores acabem votando em seus próprios carrascos.
Depois das eleições, os empresários enviam a fatura: uma licitação facilitada aqui, uma licença ambiental ali, um empréstimo do BNDES acolá. E assim a máquina gira até as próximas eleições, quando começa tudo de novo.
Como se vê, toda a democracia burguesa é um grande mentira, mas muito bem contada.
A superação da democracia
Apesar de sua força, a democracia burguesa está longe de ser invencível. Como todo mecanismo, ela também se desgasta e nem sempre a troca de peças resolve o problema. Todo motor funde quando menos se espera.
A revolução socialista, ao destruir o Estado burguês e suas instituições, eliminará também a democracia burguesa, substituindo-a pela democracia operária, muito mais ampla e verdadeira do que a farsa a que estamos submetidos. O Estado operário será controlado pela maioria explorada e oprimida e a democracia operária se revelará como o regime das maiores liberdades democráticas que o mundo já conheceu. , ao eliminar a exploração do homem pelo homem, assentará as bases para a dissolução lenta e gradual do próprio Estado operário, seu poder e suas instituições, ou seja, para a superação da democracia e a conquista da verdadeira liberdade humana: o comunismo.
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01/07/2014
Viviane Mosé - Ser ou não ser / Educação - 6º parte
As palavras de Luckesi sobre a prática do castigo no passado diante da constatação, por parte do professor e/ou da escola, do não acerto ou do não aprendizado por parte do aluno, nos possibilita considerar que a prática do castigo não é uma exclusividade de um ou de outro professor, mas de uma cultura baseada na relação mando e obediência, ou seja, de uma cultura baseada numa relação autoritária, pois se castiga aquele que cometeu o erro diante de padrões definidos como corretos.
Portanto, a escola trabalha de forma dependente por uma preocupação intensa com os resultados obtidos. Esta preocupação é um reflexo dos anseios de uma sociedade que institui a cultura do acerto. Nas palavras de Esteban: O aluno deve seguir uma lógica única, de um só saber, reconhecendo um conjunto de conhecimentos como único e legítimo. Neste sentido, tem-se por ‘verdade’ o que a escola ensina como sendo o certo (2001, p. 16).
Portanto, se admitirmos que os profissionais da educação (direção, coordenação, funcionários administrativos e outros) e alunos são seres ativos de uma sociedade, pode-se compreender que os mesmos devem assumir este papel nas Instituições de Ensino. Para tanto, é necessário que se estabeleça um diálogo pedagógico sobre o processo de ensino e aprendizagem. Em outras palavras, é fazer com que todos, e, se possível com a participação da comunidade, se sintam corresponsáveis pela prática educativa.
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17/06/2014
HISTÓRIA GERAL DA ÁFRICA
A HISTÓRIA DA ÁFRICA
Publicada em oito volumes, a coleção História Geral da África está agora também disponível em português. A edição completa da coleção já foi publicada em árabe, inglês e francês; e sua versão condensada está editada em inglês, francês e em várias outras línguas, incluindo hausa, peul e swahili. Um dos projetos editoriais mais importantes da UNESCO nos últimos trinta anos, a coleção História Geral da África é um grande marco no processo de reconhecimento do patrimônio cultural da África, pois ela permite compreender o desenvolvimento histórico dos povos africanos e sua relação com outras civilizações a partir de uma visão panorâmica, diacrônica e objetiva, obtida de dentro do continente. A coleção foi produzida por mais de 350 especialistas das mais variadas áreas do conhecimento, sob a direção de um Comitê Científico Internacional formado por 39 intelectuais, dos quais dois terços eram africanos.
Brasília: UNESCO, Secad/MEC, UFSCar, 2010.
04/03/2014
62 obras sobre os principais pensadores da educação para download
Do Geledés Instituto da Mulher Negra

O Ministério da Educação, em parceria com a Unesco e a Fundação Joaquim Nabuco, disponibiliza para download a Coleção Educadores, uma série com 62 livros sobre personalidades da educação. A coleção traz ensaios biográficos sobre 30 pensadores brasileiros, 30 estrangeiros, e dois manifestos: “Pioneiros da Educação Nova”, de 1932, e “Educadores”, de 1959. A escolha dos nomes para compor a coleção foi feita por representantes de instituições educacionais, universidades e Unesco.
O critério para a escolha foi reconhecimento histórico e o alcance de suas reflexões e contribuições para o avanço da educação no mundo. No Brasil, o trabalho de pesquisa foi feito por profissionais do Instituto Paulo Freire. No plano internacional, foi traduzida a coleção Penseurs de l’éducation, organizada pelo International Bureau of Education (IBE) da Unesco, em Genebra, que reúne alguns dos maiores pensadores da educação de todos os tempos e culturas.
Integram a coleção os seguintes educadores/pensadores: Alceu Amoroso Lima, Alfred Binet, Almeida Júnior, Andrés Bello, Anton Makarenko, Antonio Gramsci, Anísio Teixeira, Aparecida Joly Gouveia, Armanda Álvaro Alberto, Azeredo Coutinho, Bertha Lutz, Bogdan Suchodolski, Carl Rogers, Cecília Meireles, Celso Sucow da Fonseca, Célestin Freinet, Darcy Ribeiro, Domingo Sarmiento, Durmeval Trigueiro, Edgard Roquette-Pinto, Fernando de Azevedo, Florestan Fernandes, Frederic Skinner, Friedrich Fröbel, Friedrich Hegel, Frota Pessoa, Georg Kerschensteiner, Gilberto Freyre, Gustavo Capanema, Heitor Villa-Lobos, Helena Antipoff, Henri Wallon, Humberto Mauro, Ivan Illich, Jan Amos Comênio, Jean Piaget, Jean-Jacques Rousseau, Jean-Ovide Decroly, Johann Herbart, Johann Pestalozzi, John Dewey, José Martí, José Mário Pires Azanha, José Pedro Varela, Júlio de Mesquita Filho, Liev Semionovich Vygotsky, Lourenço Filho, Manoel Bomfim, Manuel da Nóbrega, Maria Montessori, Nísia Floresta, Ortega y Gasset, Paschoal Lemme, Paulo Freire, Roger Cousinet, Rui Barbosa, Sampaio Dória, Sigmund Freud,Valnir Chagas, Édouard Claparède e Émile Durkheim.
Clique no link para acessar: 62 obras sobre os principais pensadores da educação para download
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24/12/2013
50 geniais filmes políticos e sociais
Leandro Peixoto de Godoy, escritor e administrador do blog Cinema e Fúria, seleciona 50 filmes considerados por ele obras primas geopolíticas e sociopolíticas
Cena do filme Trainspotting (1996)
Nós brasileiros, por mais cultos ou estáveis financeiramente que formos, ainda somos produtos do terceiro mundo ou mundo em desenvolvimento, e é por isso que a educação política é muito importante e a falta deste requisito na nossa sociedade pode trazer severas consequências para nossa nação, algo que já estamos vivendo à tempos.
Então, segue-se aí, 50 filmes políticos de todas épocas e países, estes filmes são de vários gêneros cinematográficos. Apesar de alguns filmes terem 10, 20, 30, 40 anos ou mais, eles são geniais por causa de sua atemporalidade. Os filmes estão listados de forma aleatória e não hierárquica:
http://revistaforum.com.br/blog/2013/07/50-geniais-filmes-politicos-e-sociais/
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01/12/2013
EDUCAÇÃO AMBIENTAL. O QUE É?
Existem muitas definições e muitos também são os conceitos, contudo congregam o mesmo sentido:
educar o ser humano em relação ao meio ambiente ao qual ele é parte integrante que não pode ser desvinculada e é pelo ambiente responsável, ou seja, é a integração socio-ambiental.
Segundo Ribeiro (2001) é um agir e pensar que não são separados, mas constituem a práxis da Educação Ambiental, que atua consciente da globalidade que existe em cada local e em cada indivíduo, consciente de que a ação local e/ou individual age sincronicamente no global, superando a separação entre o local e o global, entre o indivíduo e a natureza, alcançando uma consciência planetária, que não reside apenas em compreender, mas também em sentir e agir integrado à relação ser humano/natureza; adquirindo, assim, uma cidadania planetária.
A Educação é freqüentemente conceituada, apenas como o ato ou a arte de saber educar e educar-se.
Sob o ponto de vista ecológico, a Educação constitui a adaptação (ecológica-evolutiva-social) do ambiente em que se vive.
Em outras palavras, o homem tem que se instruir para conhecer seu ambiente, para construir o conhecimento sobre o seu habitat, para desempenhar suas funções na comunidade e para exercer seu nicho ecológico dentro do ecossistema.
Assim, a escola, então, tem a obrigação de proporcionar um conjunto de experiências neste sentido (Pereira, 1993).
A Educação Ambiental surge neste contexto. Objetiva o contato direto entre o homem e o meio, o resgate e a conscientização de que o meio é relevante à sobrevivência, à saúde, ao bem estar do indivíduo; o desenvolvimento do sentido ético-social diante das diferentes problemáticas ambientais, a orientação do ser humano em relação ao ambiente e o exercício de cidadania, na busca de melhorias na qualidade de vida.
A abordagem da EA permite o trabalho interdisciplinar espontâneo, como uma consequência da metodologia empregada.
Quando o professor proporciona ao aluno situações que lhe permite construir seu conhecimento, o ensino torna-se interdisciplinar, uma vez que o educando buscará dentro de suas necessidades outros componentes curriculares, promovendo ações interdisciplinares entre conteúdos afins (Pereira,1993).
Dentro deste contexto, a EA constitui uma grande ferramenta para a Educação, segundo os parâmetros vigentes.
O compromisso em tentar solucionar problemas ambientais é responsabilidade de todos, e não apenas dos cientistas versados no conhecimento.
O agir local sinergicamente irá contribuir e muito para o agir global.
A biosfera é um grande ecossistema e para o seu pleno funcionamento necessita que cada ponto desta grande teia funcione em equilíbrio dinâmico.
Assim, se o homem se compromete em assumir posturas para tentar solucionar a sua problemática ambiente local, estará e muito contribuindo para o bem-estar do planeta, a humanidade. E não adianta dizer que não! nós somos culpados e todo mundo está “careca” de saber!Agora não adianta falar em Ecologia, EA, em problemática ambiental se não estivermos dispostos a
ampliar nosso conhecimento.
- Como falar da questão do lixo, da reciclagem de papel etc., sem apresentar a origem, a causa?
Esta falta de conhecimento se reside na ausência de informações sobre aspectos dos processos biológicos e ecológicos que norteiam as diferentes problemáticas ambientais que culminam em sérias problemáticas sociais.
A falta de conhecimentos básicos acerca da Biologia e dos seres vivos em geral dificulta a compreensão interpretação dos ecossistemas, a relação entre os seres vivos, populações e comunidades (Pereira, 1993), o que dificulta a compreensão global do ser humano acerca da importância do papel que o mesmo desempenha enquanto parte integrante e a grande responsabilidade que o mesmo tem pela biosfera.
Assim, aprender, ensinar os fundamentos científicos da Ecologia através dos princípios metodológicos da EA, tornam o processo educativo mais efetivo, promissor e contextualizado, fazendo com que o alunado construa, absorva e aplique em beneficio próprio o conhecimento, exercendo o seu direito à cidadania.
Referências bibliográficas
LOPES, M. A Histórico e Fundamentos da Ecologia. Texto didático, 1994.
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responsável
30/11/2013
DENÚNCIA: IBGE: um quinto dos jovens no Brasil é "nem-nem". Não estuda nem trabalha
Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) baseados na Pnad 2012 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) e divulgados nesta sexta-feira (29) mostram que o número de jovens de 15 a 29 anos que não estudava e nem trabalhava chegou a 9,6 milhões no país no ano passado, isto é, uma em cada cinco pessoas da respectiva faixa etária.http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/11/29/um-em-cada-cinco-jovens-de-15-a-29-anos-nao-estuda-nem-trabalha-diz-ibge.htm?mobile&mobile
A reportagem é de Hanrrikson de Andrade, publicada no portal Uol, 29-11-2013.
O número --que representa 19,6% da população de 15 a 29 anos-- é maior do que a população do Estado de Pernambuco, que, de acordo com o Censo 2010, era de 8,7 milhões de pessoas. Na comparação com 2002, quando 20,2% dos jovens nessa faixa etária não estudavam e não trabalhavam, houve leve redução: 0,6 ponto percentual.
A Pnad é uma pesquisa feita anualmente pelo IBGE, exceto nos anos em que há Censo. No ano passado, a pesquisa foi realizada em 147 mil domicílios, e 363 mil pessoas foram entrevistadas.
Há margem de erro, mas ela varia de acordo com o tamanho da amostra para cada dado pesquisado.
De acordo com a pesquisa "Síntese de Indicadores Sociais", a maioria dos que formam a geração "nem-nem" (nem estuda nem trabalha) é de mulheres: 70,3%. A incidência é maior no subgrupo formado pelas pessoas de 25 a 29 anos, onde as mulheres representavam 76,9%.
Já entre os jovens de 15 a 17 anos, a distribuição é mais equilibrada: 59,6% das pessoas que responderam que não estudavam nem trabalhavam eram mulheres. No subgrupo de 18 a 24 anos, por sua vez, as mulheres representavam 68%. Entre essas jovens, 58,4% já tinham pelo menos um filho, e 41% declararam que não eram mães.
Considerando apenas as mulheres que já haviam dado à luz pelo menos uma vez, o número de pessoas que não estudava nem trabalhava também era maior no subgrupo de 25 a 29 anos (74,1%).
"A gente não tinha feito essa conta antes. (...) Começamos a ver pelos grupos de idade, e vimos que há uma relação muito forte entre não estar estudando e trabalhando com a questão da maternidade. Não queremos dizer que isso é a causa", afirmou a coordenadora da pesquisa, Ana Lúcia Saboia. "Não podemos falar da relação de causalidade, e sim de uma relação estreita. Entre as pessoas mais pobres, o acesso à escola é menor. Não estou dizendo que isso é a causa, mas há uma relação bastante direta."
A Síntese de Indicadores Sociais revela, no entanto, que houve uma diminuição no índice de mulheres que não estudavam e nem trabalhavam em um período de dez anos. Em 2002, as mulheres representavam 72,3% da geração "nem-nem" --consequentemente, houve crescimento de dois pontos percentuais no número de homens em tal situação, no mesmo período.As estatísticas mostram ainda que a maioria dos jovens "nem-nem" tinha ensino médio completo (38,6%), sendo a maior parte no subgrupo de 18 a 24 anos (43,2%). Apenas 5,6% desses jovens possuíam ensino superior (completo ou incompleto), e 32,4% representavam aqueles que não concluíram o ensino fundamental.
"Eu não gostaria de dizer que essas pessoas que não estão estudando ou trabalhando são ociosas ou um bando de inúteis. É uma situação momentânea que pode acontecer. De qualquer maneira, a gente tem que prestar atenção", disse Ana Lúcia. "Em princípio, de 15 a 17 e de 18 a 24 anos, não dá para não estar estudante nem trabalhando. É um motivo de preocupação."
Segundo o IBGE, enquanto 19,% dos jovens de 15 a 29 anos não trabalham nem estudam, 45,2% somente trabalham, 13,6% trabalham e estudam e 21,6% estudam apenas.
Intercâmbio
A reportagem do UOL entrevistou dois jovens que estão atualmente sem estudar e sem trabalhar: o carioca Danilo Sampaio, 23, e o gaúcho João Pedro Monteiro, 21. Ambos passam por dificuldades para conseguir a recolocação no mercado depois de terem feito viagens de intercâmbio.
Há dois anos, ainda cursando Relações Públicas na Facha (Faculdades Integradas Hélio Alonso), Sampaio voltou de um intercâmbio nos Estados Unidos, chegou a estagiar em sua área de atuação, mas não conseguiu se firmar na empresa. Formado desde meados desse ano, o carioca diz estar em busca de uma vaga.
"Procuro estudar em casa mesmo, manter-me atualizado e aproveito a parte da noite para mandar currículos. Vejo todas as vagas que saíram e participo de entrevistas, mas o mercado está muito restrito", declarou.
O jovem disse aproveitar o período da manhã e da tarde para cuidar da saúde: "Durante o dia, eu tenho feito bastante exercício. Vou à academia, corro, enfim, tento cuidar da minha saúde".
PROCURANDO EMPREGO
Procuro estudar em casa mesmo, manter-me atualizado e aproveito a parte da noite para mandar currículos. Vejo todas as vagas que saíram e participo de entrevistas, mas o mercado está muito restrito. Danilo Sampaio, carioca, 23
Recentemente, Sampaio viajou para a Europa, onde, segundo ele, teve oportunidade de treinar o inglês, algo que considera fundamental para estar bem colocado no mercado de trabalho. Na opinião dele, as experiências internacionais compensaram o período no qual ele não estava "nem estudando nem trabalhando".
"No meu ponto de vista, o intercâmbio foi bem positivo. A gente acaba convivendo com o mundo e o mercado lá fora. Na Europa e nos Estados Unidos, eles são muito pontuais nesse sentido. Também melhorei a questão do idioma, voltei com o inglês muito melhor. Eu larguei um estágio aqui para fazer o intercâmbio e não me arrependi", disse.
Questionado se havia sofrido, em algum momento, pressão da família e/ou dos amigos em razão de sua condição atual, o jovem formado em Relações Públicas afirmou que o único "sentimento de cobrança" surge dele próprio: "É uma pressão minha mesmo. Às vezes eu me sinto inútil e incompetente. Mas a minha família está vendo que eu estou correndo atrás".
Já João Pedro Monteiro, que voltou há dois meses de um intercâmbio cultural na Alemanha, contou ao UOL que, embora tenha conhecido vários países europeus e acumulado experiência internacional, enfrenta dificuldades para conseguir uma colocação na sua área de atuação. Seu último emprego foi como decorador.
"Às vezes parece que aquela experiência que você adquiriu lá fora não vale de nada. Ou você não é valorizado como deveria ser ou as pessoas pensam que você é muito qualificado para um cargo de dois salários mínimos", disse ele, que ficou fora durante três meses e meio.
3 MESES E MEIO NA ALEMANHA
Mesmo assim, o jovem afirmou não ter se arrependido de se aventurar pelo Velho Continente. "São coisas que eu vou levar para o resto da vida. Conheci diversas culturas. Isso até me ajuda a entender melhor o Brasil", declarou.
Monteiro disse ter feito seis entrevistas desde o mês passado, quando começou a mandar currículos. O gaúcho afirma contar com o apoio da família, mas "saber que rola" comentários maldosos a respeito de sua condição. "Mas ninguém falou nada até agora", disse.
"Minha mãe trabalha bastante e eu tento ajudá-la no que eu posso. Mas às vezes eu me sinto mal, como se eu não tivesse conseguido avançar. Eles estão vendo o meu esforço. Mas eu me preocupo que eles pensem que eu voltei de viagem e não fiz nada da vida", completou."Nem-nem" por região.
O Nordeste é a região na qual estava concentrada a maior parte da geração "nem-nem": 23,9%. O Norte, por sua vez, tinha 21,9%. As regiões Sudeste (18,1%), Centro-oeste (17,4%) e Sul (15%), respectivamente, estavam abaixo dos 20%.
Na divisão por Estado, o Amapá aparecia no topo do ranking, com 27,8% de jovens que não trabalham nem estudam. Já Alagoas registrava 27,4% e Pernambuco, 26,9%. Por outro lado, Santa Catarina destacava-se positivamente na pesquisa do IBGE, com apenas 12,7%.
Já em relação ao subgrupo de 18 a 24 anos, o panorama mais preocupante dizia respeito aos Estados de Alagoas (35,2%) e Amapá (35%). Neste último, o índice de pessoas que não trabalhavam nem estudavam era maior do que o de indivíduos que só trabalhavam, só estudavam ou trabalhavam e estudavam paralelamente 3,4 milhões em 2011.
Um estudo do do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), com base nos dados da Pnad 2008, mostrou que, à época, 3,4 milhões de jovens brasileiros entre 18 e 24 não estudavam e tampouco trabalhavam.
Ou seja, considerando o levantamento feito pelo IBGE no ano passado, mais de seis milhões de jovens se juntaram ao grupo dos "nem-nem".
Em 2008, o contingente representava 14,6% do total de 23,2 milhões de jovens da época referência da pesquisa.
O estudo foi publicado no começo de 2011 no boletim "Na Medida", disponível no site do Inep.
02/11/2013
DOENÇA DA CLASSE MÉDIA BRASILEIRA: A MERITOCRACIA
...A meritocracia é uma forma de justificação das posições sociais de poder com base no merecimento, normalmente calcado em valências individuais, como inteligência, habilidade e esforço. Supostamente, portanto, uma sociedade meritocrática se sustentaria na ética do merecimento, algo aceitável para os nossos padrões morais.Leia mais: http://jornalggn.com.br/fora-pauta/desvendando-a-espuma-o-enigma-da-classe-media-brasileira
Aliás, tenho certeza de que todos nós educamos nossos filhos e tentamos agir no dia a dia com base na valorização do mérito. Nós valorizamos o esforço e a responsabilidade, educamos nossas crianças para serem independentes, para fazerem por merecer suas conquistas, motivamo-as para o estudo, para terem uma carreira honrosa e digna, para buscarem por méritos próprios o seu lugar na sociedade.
Então, o que há de errado com a meritocracia, como pode ela tornar alguém reacionário?
A
meritocracia é uma forma de justificação das posições sociais de poder
com base no merecimento, normalmente calcado em valências individuais,
como inteligência, habilidade e esforço. Supostamente, portanto, uma
sociedade meritocrática se sustentaria na ética do merecimento, algo
aceitável para os nossos padrões morais.
Aliás, tenho certeza de que todos
nós educamos nossos filhos e tentamos agir no dia a dia com base na
valorização do mérito. Nós valorizamos o esforço e a responsabilidade,
educamos nossas crianças para serem independentes, para fazerem por
merecer suas conquistas, motivamo-as para o estudo, para terem uma
carreira honrosa e digna, para buscarem por méritos próprios o seu lugar
na sociedade.
Então, o que há de errado com a meritocracia, como pode ela tornar alguém reacionário?
- See more at: http://maureliomello.blogspot.nl/2013/10/a-doenca-da-classe-media-brasileira.html#sthash.zD9bPdFu.dpuf
A
meritocracia é uma forma de justificação das posições sociais de poder
com base no merecimento, normalmente calcado em valências individuais,
como inteligência, habilidade e esforço. Supostamente, portanto, uma
sociedade meritocrática se sustentaria na ética do merecimento, algo
aceitável para os nossos padrões morais.
Aliás, tenho certeza de que todos
nós educamos nossos filhos e tentamos agir no dia a dia com base na
valorização do mérito. Nós valorizamos o esforço e a responsabilidade,
educamos nossas crianças para serem independentes, para fazerem por
merecer suas conquistas, motivamo-as para o estudo, para terem uma
carreira honrosa e digna, para buscarem por méritos próprios o seu lugar
na sociedade.
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nós educamos nossos filhos e tentamos agir no dia a dia com base na
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merecer suas conquistas, motivamo-as para o estudo, para terem uma
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nós educamos nossos filhos e tentamos agir no dia a dia com base na
valorização do mérito. Nós valorizamos o esforço e a responsabilidade,
educamos nossas crianças para serem independentes, para fazerem por
merecer suas conquistas, motivamo-as para o estudo, para terem uma
carreira honrosa e digna, para buscarem por méritos próprios o seu lugar
na sociedade.
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meritocracia é uma forma de justificação das posições sociais de poder
com base no merecimento, normalmente calcado em valências individuais,
como inteligência, habilidade e esforço. Supostamente, portanto, uma
sociedade meritocrática se sustentaria na ética do merecimento, algo
aceitável para os nossos padrões morais.
Aliás, tenho certeza de que todos
nós educamos nossos filhos e tentamos agir no dia a dia com base na
valorização do mérito. Nós valorizamos o esforço e a responsabilidade,
educamos nossas crianças para serem independentes, para fazerem por
merecer suas conquistas, motivamo-as para o estudo, para terem uma
carreira honrosa e digna, para buscarem por méritos próprios o seu lugar
na sociedade.
Então, o que há de errado com a meritocracia, como pode ela tornar alguém reacionário?
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meritocracia é uma forma de justificação das posições sociais de poder
com base no merecimento, normalmente calcado em valências individuais,
como inteligência, habilidade e esforço. Supostamente, portanto, uma
sociedade meritocrática se sustentaria na ética do merecimento, algo
aceitável para os nossos padrões morais.
Aliás, tenho certeza de que todos
nós educamos nossos filhos e tentamos agir no dia a dia com base na
valorização do mérito. Nós valorizamos o esforço e a responsabilidade,
educamos nossas crianças para serem independentes, para fazerem por
merecer suas conquistas, motivamo-as para o estudo, para terem uma
carreira honrosa e digna, para buscarem por méritos próprios o seu lugar
na sociedade.
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29/10/2013
HOMENAGEM AO PROFESSOR
Professores
Protetores... das crianças do meu país
Eu queria, gostaria
De um discurso bem mais feliz
Porque tudo é educação
É matéria de todo o tempo
2x Ensinem a quem sabe de tudo
A entregar o conhecimento
Batam palmas pra ele
Batam palmas pra ele que ele merece!
Professores
Protetores... das crianças do meu país
Como eu queria, gostaria
De um discurso bem mais feliz
Porque tudo é educação
É matéria de todo o tempo
Ensinem a quem sabe de tudo
A entregar o conhecimento
Batam palmas pra ele
Batam palmas pra ele que eles merecem!
Protetores... das crianças do meu país
Eu queria, gostaria
De um discurso bem mais feliz
Porque tudo é educação
É matéria de todo o tempo
2x Ensinem a quem sabe de tudo
A entregar o conhecimento
2x Na sala de aula2x Batam palmas pra ele
É que se forma um cidadão
Na sala de aula
Que se muda uma nação
Na sala de aula
Não há idade, nem cor
Por isso aceite e respeite
O meu professor
Batam palmas pra ele
Batam palmas pra ele que ele merece!
Professores
Protetores... das crianças do meu país
Como eu queria, gostaria
De um discurso bem mais feliz
Porque tudo é educação
É matéria de todo o tempo
Ensinem a quem sabe de tudo
A entregar o conhecimento
2x Na sala de aulaBatam palmas pra ele
É que se forma um cidadão
Na sala de aula
Que se muda uma nação
Na sala de aula
Não há idade, nem cor
Por isso aceite e respeite
O meu professor
Batam palmas pra ele
Batam palmas pra ele que eles merecem!
14/10/2013
Pesquisa de Opinião mostra segmentos políticos da nossa sociedade.
Para entrevistados, acreditar em Deus torna a pessoa melhor, diz Datafolha
Na realização da pesquisa que identificou que quase metade do eleitorado brasileiro (49%) é ideologicamente de direita, o Datafolha utilizou um questionário com uma série de perguntas sobre valores sociais e políticos.
Para 85% dos entrevistados, acreditar em Deus torna as pessoas melhores, tendência mais associada à direita. No polo oposto, 69% acham que a posse de armas deve ser proibida, pois isso ameaça a vida de outras pessoas, entendimento mais comum entre os esquerdistas.As questões tinham temas como pena de morte, homossexualidade, a importância da religião no caráter das pessoas e as causas da criminalidade e da pobreza.
A partir das respostas, os entrevistados foram posicionados em escalas de comportamento político e segmentados em esquerda, centro-esquerda, centro, centro-direita e direita.
A união dos resultados dessas escalas resultou em uma escala geral de comportamento ideológico, traçando o perfil do eleitorado.
O levantamento foi realizado no dia 11 de outubro, com 2.517 entrevistas em 154 municípios. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/10/1356271-para-entrevistados-acreditar-em-deus-torna-a-pessoa-melhor-diz-datafolha.shtml
14/07/2013
MAPA DA VIOLÊNCIA NO BRASIL

Estudo recente sobre as várias formas de violência ocorridas contra mulheres, crianças e adolescentes e a violência generalizada que acontece em nosso país.Vejam os dados no site:
http://www.mapadaviolencia.org.br/index.php
____________________________________________________________
31/01/2013
A IMAGEM DO PRECONCEITO E O PODER DE UMA IMAGEM.
Um fotógrafo consegue captar o momento em que uma jovem negra de 15 anos é insultada publicamente, por ingressar numa escola de brancos. Esta imagem correu o mundo e hoje, essas duas mulheres, com destinos completamente diferentes, tentaram uma reaproximação, mas o racismo nos Estados Unidos continua latente. Apesar das políticas públicas tentarem amenizar, o furor do preconceito faz com que a sociedade caminhe dividida.
Leia a matéria na íntegra:
http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao-62/anais-da-fotografia/odio-revisitado
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07/01/2013
HISTÓRIA DO ENSINO DA ARTE NO BRASIL
Este vídeo mostra a luta interminável para que o ensino da arte seja obrigatório nas escolas, desde o tempo do Brasil Colônia.
26/12/2012
OS DONOS TEMPORAIS DO MUNDO. DENÚNCIA.
Breve reflexão sobre a lógica das elites econômicas brasileiras
Em meio às dificuldades da economia brasileira, dois estudos recentemente divulgados ilustram como o poder econômico está concentrado em pouquíssimas pessoas que, nos tempos que correm, controlam os destinos do mundo, solapando a ação do Estado e obstruindo qualquer possibilidade de controle social sobre os rumos da economia.
Informações que também ajudam a confirmar características das elites nos países subdesenvolvidos, com passado de colonização e presente de dependência, como o Brasil.
A primeira pesquisa mostra que, no Brasil, corporações estrangeiras adquiriram
167 empresas de capital nacional no primeiro semestre de 2012, a maior
liquidação de empresas privadas brasileiras num único semestre de toda a
história do país, batendo o recorde do primeiro semestre de 2011 (94 empresas
desnacionalizadas).
São dados da última Pesquisa de Fusões e Aquisições da consultoria KPMG. A maior parte (71 empresas nacionais) foi adquirida por transnacionais com sede nos EUA, seguido por corporações da França (13 empresas nacionais adquiridas), da Inglaterra (12 empresas) e da Alemanha (11 empresas), entre outras.
O capital estrangeiro adquiriu controle de empresas nos mais diversos setores da economia: de serviços para empresas (21 desnacionalizações) e tecnologia da informação (17), passando por produtos químicos e farmacêuticos (17), alimentos, bebidas e fumo (9), telecomunicações e mídia (8), mineração (7), entre outros.
Desde 2004, passaram a ser controladas de fora do país nada menos que 1.167 empresas que antes eram nacionais, sendo 86,5% destas (1.009 empresas) desnacionalizadas após 2006, ano em que o Governo Federal passou a facilitar o ingresso no País do chamado “investimento direto estrangeiro”, eufemismo para a compra de empresas nacionais por transnacionais.
São dados da última Pesquisa de Fusões e Aquisições da consultoria KPMG. A maior parte (71 empresas nacionais) foi adquirida por transnacionais com sede nos EUA, seguido por corporações da França (13 empresas nacionais adquiridas), da Inglaterra (12 empresas) e da Alemanha (11 empresas), entre outras.
O capital estrangeiro adquiriu controle de empresas nos mais diversos setores da economia: de serviços para empresas (21 desnacionalizações) e tecnologia da informação (17), passando por produtos químicos e farmacêuticos (17), alimentos, bebidas e fumo (9), telecomunicações e mídia (8), mineração (7), entre outros.
Desde 2004, passaram a ser controladas de fora do país nada menos que 1.167 empresas que antes eram nacionais, sendo 86,5% destas (1.009 empresas) desnacionalizadas após 2006, ano em que o Governo Federal passou a facilitar o ingresso no País do chamado “investimento direto estrangeiro”, eufemismo para a compra de empresas nacionais por transnacionais.
A segunda e mais impressionante informação evidencia o que fazem os antigos
empresários nacionais com os recursos que recebem por desnacionalizarem suas
empresas, juntamente com os demais membros da seleta elite dos milionários do
planeta. O Brasil é o quarto país com maior volume de recursos depositados no
exterior. Em 2010, nada menos do que US$ 520 bilhões (cerca
de R$ 1,05 trilhão) estavam depositados pelos mais ricos do país em paraísos
fiscais. O valor é equivalente a quase 30% do Produto Interno Bruto (PIB)
brasileiro registrado em 2010, de R$ 3,7 trilhões, e muito superior à dívida
externa do Brasil, que está em US$ 303 bilhões.
São dados do relatório The Price of offshore revisited (O preço do
dinheiro em paraísos fiscais revisitado, em tradução livre) da ONG inglesa
Tax Justice Network (Rede de Justiça Tributária, em tradução livre),
elaborado pelo economista James Henry.
Trata-se do mais completo mapeamento dos recursos financeiros investidos em paraísos fiscais, como a Suíça, as Ilhas Cayman e o Uruguai, e não declarados às autoridades nacionais, como a Receita Federal, no Brasil.
A fortuna dos ricos brasileiros no exterior só perde para a dos chineses (US$ 1,1 tri), dos russos (US$ 798 bi) e dos coreanos (US$ 779 bi). No total, o estudo estima em pelo menos US$ 21 trilhões o total de recursos expatriados no mundo, valor equivalente ao PIB somado dos EUA e do Japão, nas mãos de 10 milhões de investidores. Deste montante, cerca de US$ 9,8 trilhões pertencem a apenas 91 mil pessoas, ou 0,001% da população mundial.
Trata-se do mais completo mapeamento dos recursos financeiros investidos em paraísos fiscais, como a Suíça, as Ilhas Cayman e o Uruguai, e não declarados às autoridades nacionais, como a Receita Federal, no Brasil.
A fortuna dos ricos brasileiros no exterior só perde para a dos chineses (US$ 1,1 tri), dos russos (US$ 798 bi) e dos coreanos (US$ 779 bi). No total, o estudo estima em pelo menos US$ 21 trilhões o total de recursos expatriados no mundo, valor equivalente ao PIB somado dos EUA e do Japão, nas mãos de 10 milhões de investidores. Deste montante, cerca de US$ 9,8 trilhões pertencem a apenas 91 mil pessoas, ou 0,001% da população mundial.
Até o fim de 2010, os 50 maiores bancos privados do mundo administravam US$ 12,1
trilhões em ativos investidos além das fronteiras dos países de origem dos
recursos.
O volume era de US$ 5,4 trilhões em 2005, um crescimento anual da ordem de 16% nesse período.
Os bancos que detêm o maior volume de recursos desta natureza são os suíços UBS e Credit Suisse e o estadunidense Goldman Sachs. “Esses bancos agem, principalmente, abordando as elites de países exportadores de riquezas minerais (petróleo, minério de ferro, pedras preciosas) – inclusive os africanos – para que enviem seus recursos ao exterior”, afirma o diretor da Tax Justice Network John Christensen.
Na América Latina, além do Brasil, México (US$ 417 bilhões), Venezuela (US$ 406 bilhões) e Argentina (US$ 399 bilhões) estão entre os 20 países cujas elites mais enviaram dinheiro a paraísos fiscais ao logo das últimas três décadas.
O volume era de US$ 5,4 trilhões em 2005, um crescimento anual da ordem de 16% nesse período.
Os bancos que detêm o maior volume de recursos desta natureza são os suíços UBS e Credit Suisse e o estadunidense Goldman Sachs. “Esses bancos agem, principalmente, abordando as elites de países exportadores de riquezas minerais (petróleo, minério de ferro, pedras preciosas) – inclusive os africanos – para que enviem seus recursos ao exterior”, afirma o diretor da Tax Justice Network John Christensen.
Na América Latina, além do Brasil, México (US$ 417 bilhões), Venezuela (US$ 406 bilhões) e Argentina (US$ 399 bilhões) estão entre os 20 países cujas elites mais enviaram dinheiro a paraísos fiscais ao logo das últimas três décadas.
O autor do
estudo ressalta que a desigualdade no mundo é muito maior do que a estimada nos
trabalhos já realizados sobre o tema, uma vez que estes não levam em conta os
valores expatriados pelos super-ricos do mundo, considerando apenas a renda das
pessoas, basicamente decorrente de salários. Assim, a desigualdade de riqueza
aprofunda absurdamente a desigualdade de renda.
Uma
economia crescentemente desnacionalizada, com os centros de decisão das empresas
deslocados para o exterior, num contexto de extrema concentração de riqueza nas
mãos de um reduzido número de pessoas, com fortunas familiares que superam em
muito o PIB da maioria dos países do planeta: eis a correlação de forças do
mundo em que vivemos.
Particularmente, a elite brasileira, completamente desenraizada em seu próprio
país, é incapaz de se reconhecer na sofrida história latino-americana e por isso
projeta suas raízes nos países do centro do sistema capitalista, de onde importa
costumes, valores e modas estéticas e intelectuais.
O desenraizamento da elite brasileira determina seu padrão de consumo. E, com conseqüências ainda mais dramáticas, influencia o espelhamento da classe trabalhadora nos padrões globais de consumo e na forma de vida defendida pela elite brasileira.
O desejo de consumir como a elite consome, passa a condicionar o horizonte político de ação dos trabalhadores, estreitando suas lutas emancipatórias e reduzindo-as aos limites estreitos do corporativismo sindical, cuja direção torna-se presa fácil para a cooptação pelos interesses empresariais.
O estudo verificou que a maior parte dos países que possuem dívidas externas é, na verdade, credor, quando se computam os recursos depositados em paraísos fiscais. O problema é que esta riqueza, sob controle das elites locais, está expatriada, enquanto a dívida é paga por todos os cidadãos. Como escreveu Simone Weil, “o dinheiro destrói as raízes por onde vai penetrando, substituindo todos os motivos pelo desejo de ganhar (...). Nada mais claro e simples que uma cifra” (A condição operária e outros estudos sobre a opressão, 1943).
O desenraizamento da elite brasileira determina seu padrão de consumo. E, com conseqüências ainda mais dramáticas, influencia o espelhamento da classe trabalhadora nos padrões globais de consumo e na forma de vida defendida pela elite brasileira.
O desejo de consumir como a elite consome, passa a condicionar o horizonte político de ação dos trabalhadores, estreitando suas lutas emancipatórias e reduzindo-as aos limites estreitos do corporativismo sindical, cuja direção torna-se presa fácil para a cooptação pelos interesses empresariais.
O estudo verificou que a maior parte dos países que possuem dívidas externas é, na verdade, credor, quando se computam os recursos depositados em paraísos fiscais. O problema é que esta riqueza, sob controle das elites locais, está expatriada, enquanto a dívida é paga por todos os cidadãos. Como escreveu Simone Weil, “o dinheiro destrói as raízes por onde vai penetrando, substituindo todos os motivos pelo desejo de ganhar (...). Nada mais claro e simples que uma cifra” (A condição operária e outros estudos sobre a opressão, 1943).
Diante de tamanho desafio, é alentador recorrer à força utópica de Carlos
Drummond de Andrade: “Tantos pisam este chão que ele talvez / um dia se humanize
(...) / Nossos donos temporais ainda não devassaram / o claro estoque de manhãs
/ que cada um traz no sangue, no vento” (“Contemplação no banco”, Claro
Enigma, 1951).
GT
Conjuntura, 06 de agosto de
2012.
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23/12/2012
A estrela de Belém
O Natal é uma festa paradigmática. Seus símbolos, aparentemente infantis, são psicologicamente profundos. Viver é uma experiência natalina. A diferença é que, em torno de 25 de dezembro, três fatores se somam: o caráter religioso da festa, que impregna a boca da alma de estranho sabor de nostalgia; a fissura papainoélica do consumismo e dos presentes compulsórios; e a proximidade da virada do ano
Conta a Bíblia que sobre a cidade de Belém da Judeia reluziu uma estrela ao nascer Jesus. Provenientes da Babilônia, os reis astrólogos, também conhecidos por magos, orientaram-se por ela até chegarem à manjedoura, junto à qual adoraram o Menino.
O rei Herodes, que governava a Palestina, viu na estrela um mal presságio. Já que o seu poder não tinha forças para apagar a estrela no céu, ordenou que o Messias fosse eliminado da face da Terra.
. Enquanto a compulsiva comercialização da data condena-nos à ressaca espiritual, o caráter religioso da festa deixa-nos com saudades de Deus, e a chegada do Ano-Novo reforça nosso propósito de melhorar de vida.
Daí o sentimento conflitivo de quem gostaria de acordar na manhã de 25 e encontrar, nos sapatos, um símbolo de afeto, o afago à criança que dorme dentro de nós, mas sabe que, no império do mercado, a idade adulta é inimiga da infância.
“Ora, direis ouvir estrelas!”, canta o poeta. Sim, temos olhos e ouvidos para os signos que expressam o novo. Na vida, nossos passos são conduzidos por estrelas, sonhos e ambições que simbolizam a fonte da felicidade. Nunca estamos satisfeitos com o que somos ou temos. Feitos de matéria transcendente, trafegamos no labirinto da existência seduzidos pelo absurdo, mas famintos de Absoluto.
Para os antigos, a imagem da utopia era um jardim repleto de fontes, flores e frutos. Para a Bíblia, o Jardim do Éden, que em hebraico significa “lugar de delícias”, lá onde se suprime o limite entre o natural e o sobrenatural, o humano e o divino, o efêmero e o eterno.
Hoje, nosso mal-estar advém desse horizonte estreito em que miramos estrelas cadentes. Raras as ascendentes.
Iniciamos o século e o milênio como aprendizes de deuses, capazes de engendrar vida em provetas e possuir olhos eletrônicos que penetram a intimidade da matéria e do Universo, sem, no entanto, erradicar a fome, a desigualdade e a injustiça. Somos órfãos da esperança.
Quase tudo está ao alcance do poder do dinheiro, exceto o que mais carecemos: um sentido para a vida.
Tateamos, sonâmbulos, nessa interminável noite de insônia. Calam-se as filosofias, confinadas aos limites da linguagem; desaparecem as utopias, travestidas no mesquinho desejo de poder e posse de refinados objetos; enquanto as religiões cedem às exigências do mercado e oferecem o lúdico a quem busca luz, sem abrir as portas que nos conduzam à inefável experiência de Deus.
“E agora, José?”
Agora, é mudar o Natal e nós próprios. Evitar o Papai Noel consumista em cores de Coca-Cola e procurar o brilho da estrela em nossas inquietações mais profundas. Descobrir a presença do Menino em nosso coração. E, como sugeriu Jesus a Nicodemos, ousar renascer em gestos de carinho e justiça, solidariedade e alegria.
Em vez de dar presentes, fazer-se presente lá onde reina a ausência: de afeto, saúde, liberdade, direitos.
Dobrar os joelhos junto à manjedoura que abriga tantos excluídos, imagens vivas do Menino de Belém.
Feliz Natal, Brasil! Queira Deus que o Herodes que nos habita ceda lugar aos magos que acreditam na estrela e oferecem ao milagre da vida o melhor de si.
Frei Betto é escritor, autor de “Um homem chamado Jesus” (Rocco), entre outros livros.http://www.freibetto.org/
30/10/2012
Educação para a Proteção Animal
Nós da proteção animal e que por acaso também trabalhamos com educação, temos o dever de levar para o interior das salas de aula essa realidade, que só nós sabemos da extensão.
Nossos alunos precisam crescer melhor informados que nós fomos, para quem sabe, poder mudar esta triste realidade que está a perpetuar. A nossa relação com os animais domésticos, deve ser de respeito e não de exploração. É preciso fazer projetos para serem trabalhados nas escolas e mudar a lógica que impera: Animais não podem entrar na escola! Acho isto um absurdo, pois se os animais domésticos fazem parte de nossas vidas, se a maioria de nossos alunos tem em casa um animalzinho de estimação, porque a escola mantém esta distância da realidade dos alunos, como se fosse algo separado deles. A escola deve ser parte da vida dos alunos, onde eles possam vivenciar a realidade em que vivem e tenham condições de transformá-la.Aprender a cuidar de um animalzinho é um exercício de pura delicadeza e ternura e que deve ser incentivado pelos professores, para estimular nas crianças, a sensibilidade, a responsabilidade e o cuidar do outro. Há que se por fim ao preconceito e encarar a vida sem hipocrisia. Somos animais, fazemos parte de um ecossistema, onde todos temos nossos papéis e precisamos aprender a viver em harmonia. Isto deve ser ensinado nas escolas para tentar diminuir a agressividade e a brutalidade, pois quem não aprende desde cedo a respeitar nossos animais, com certeza, não será um cidadão de bem.
Os cães e os gatos estão convivendo conosco há séculos e já não possuem habitat natural. Eles fazem parte das nossas vidas no campo e nas cidades. Estão em nossas casas, nas ruas e assim como os humanos, existem os que levam uma vida de puro luxo e aqueles abandonados à própria sorte, vivendo sob perigo constante, nas ruas, sendo maltratados, abusados e mesmo dentro de casa, muitos sofrem de violência doméstica , onde raramente se fica sabendo. Portanto, é preciso que uma nova consciência seja desenvolvida nos adultos e nas crianças, para por um fim a tantos absurdos.
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13/10/2012
Lançamento do livro "Bicho não é lixo" em Curitiba.
ONG de Curitiba (PR) promove lançamento do livro “Bicho não é lixo”
No próximo dia 18, quinta-feira, às 19h30, a ONG Pense Bicho, a escritora Karin Birckholz e a ilustradora Michelle Behar realizam o lançamento do livro “Bicho não é lixo”, nas Livrarias Curitiba do ParkShopping Barigüi, em Curitiba(PR). Durante o evento, a escritora fará uma sessão de autógrafos para crianças e adultos.
“O livro
foi elaborado especialmente para o público infantil. Nossa intenção é
que as crianças, por meio do texto e das ilustrações, compreendam a
estreita relação homem-animal. O objetivo principal da obra é a
sensibilização do leitor para com os temas abordados: maus-tratos,
guarda responsável e uso abusivo dos animais”, revela a autora. “Pelo
caráter educativo do livro, os adultos se veem colocados diante de uma
dura realidade, à qual esperamos que reajam com atitudes de respeito aos
seres vivos”, finaliza Karin.
O
livro retrata de forma lúdica a interação entre os homens e os animais.
A provocante história relata como muita gente ainda não entende que
todos os seres vivos estão interligados e que precisam uns dos outros
para a sobrevivência humana e a preservação do planeta. A obra, que já
foi adaptada para o teatro, ainda visa motivar interessantes lições
sobre a importância da vida.
O lançamento do livro “Bicho não é lixo” começa às 19h30, nas Livrarias Curitiba do ParkShopping Barigüi, com entrada gratuita.
Sobre a ONG Pense Bicho
A Organização sem fins lucrativos Pense Bicho tem cunho 100% educativo e
social que alerta, informa e conscientiza o cidadão urbano em relação à
guarda responsável de animais domésticos.
A Pense Bicho vê na
educação, na mudança de valores e na interação saudável e ética entre
homem, animal e meio-ambiente a resposta ao problema da violência. A ONG
acredita na necessidade da educação permanente da sociedade. Os
projetos buscam esclarecer causas e não consequências.
O lançamento do livro “Bicho não é lixo” começa às 19h30, nas Livrarias Curitiba do ParkShopping Barigüi, com entrada gratuita.
Sobre a ONG Pense Bicho
A Organização sem fins lucrativos Pense Bicho tem cunho 100% educativo e social que alerta, informa e conscientiza o cidadão urbano em relação à guarda responsável de animais domésticos.
A Pense Bicho vê na educação, na mudança de valores e na interação saudável e ética entre homem, animal e meio-ambiente a resposta ao problema da violência. A ONG acredita na necessidade da educação permanente da sociedade. Os projetos buscam esclarecer causas e não consequências.
24/07/2012
CADASTRAMENTO ESCOLAR -
Assinem a Petição. É muito importante para a Educação Infantil. http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=FMEI

Com isto, as diretrizes constantes das Resoluções do CNE/CEB n.º 01/2010 e06/2010 voltam a ter aplicação em Minas Gerais que, a partir de agora e por força de decisão judicial proferida por instância superior, volta a limitar o cadastramento apenas àquelas crianças que tiverem, na data da inscrição, 6 (seis) anos completos ou que vierem a completar esta idade até 31 de março de 2013.
Cadastramento

Apenas para crianças que completam seis anos até 31 de Março de 2013
Mudança na data de corte se deve a decisão judicial do Tribunal Regional Federal da 5ª Região
Pais e responsáveis devem ficar atentos às novas orientações para o Cadastramento Escolar 2013. Para estudantes que vão ingressar no 1º ano do ensino fundamental no ano que vem, o Cadastramento vai aceitar apenas crianças que completarão seis anos até o dia 31 de março de 2013. A data de corte ficou estabelecida após nova decisão judicial, publicada em 02 de julho de 2012, que determinou que Minas Gerais voltasse a se pautar pela resolução nº 01 do Conselho Nacional de Educação, de 14 de janeiro de 2010, que estabelece a data.
O Cadastramento Escolar em Minas Gerais vai acontecer entre os dias 06 e 10 de agosto de 2012. Nova resolução estabelecendo a data de corte e dando orientações sobre o processo será publicada no Diário Oficial de Minas Gerais ainda esta semana.
O Cadastramento Escolar em Minas Gerais vai acontecer entre os dias 06 e 10 de agosto de 2012. Nova resolução estabelecendo a data de corte e dando orientações sobre o processo será publicada no Diário Oficial de Minas Gerais ainda esta semana.

Podem se cadastrar estudantes que completam seis anos até o dia 31 de março de 2013. Foto: Arquivo
Decisões judiciais
O ingresso de crianças de seis anos no 1º ano do ensino fundamental tem sido alvo de discussão na justiça. Ação civil pública, que tramita na Justiça Federal de Pernambuco, determinava, em caráter liminar, que poderiam ingressar no ensino fundamental crianças que completassem seis anos até o dia 31 de dezembro de 2013. A decisão era válida em todo o território nacional e fez com que Minas alterasse a data do Cadastramento Escolar.
Contudo, a União Federal conseguiu restringir os efeitos daquela decisão apenas ao estado de Pernambuco. Em decisão publicada no DOU do dia 02.7.2012, o Desembargador Federal Lázaro Guimarães, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, deferiu parcialmente a liminar requerida pela União, desobrigando os demais estados da federação de se submeterem aos efeitos das decisões proferidas pelo Juízo da 2ª Vara Federal da Seção Judiciária nos autos da ação civil pública intentada pelo Ministério Público Federal.
O ingresso de crianças de seis anos no 1º ano do ensino fundamental tem sido alvo de discussão na justiça. Ação civil pública, que tramita na Justiça Federal de Pernambuco, determinava, em caráter liminar, que poderiam ingressar no ensino fundamental crianças que completassem seis anos até o dia 31 de dezembro de 2013. A decisão era válida em todo o território nacional e fez com que Minas alterasse a data do Cadastramento Escolar.
Contudo, a União Federal conseguiu restringir os efeitos daquela decisão apenas ao estado de Pernambuco. Em decisão publicada no DOU do dia 02.7.2012, o Desembargador Federal Lázaro Guimarães, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, deferiu parcialmente a liminar requerida pela União, desobrigando os demais estados da federação de se submeterem aos efeitos das decisões proferidas pelo Juízo da 2ª Vara Federal da Seção Judiciária nos autos da ação civil pública intentada pelo Ministério Público Federal.
Com isto, as diretrizes constantes das Resoluções do CNE/CEB n.º 01/2010 e06/2010 voltam a ter aplicação em Minas Gerais que, a partir de agora e por força de decisão judicial proferida por instância superior, volta a limitar o cadastramento apenas àquelas crianças que tiverem, na data da inscrição, 6 (seis) anos completos ou que vierem a completar esta idade até 31 de março de 2013.
Cadastramento
O Cadastramento é um levantamento utilizado para planejar e garantir vaga ao estudante na rede pública de ensino na escola mais próxima à sua residência no próximo ano e será realizado entre os dias 06 e 10 de agosto de 2012. Podem se cadastrar crianças com seis anos completos ou que completarem até o dia 31 de março de 2013, alunos que estão se transferindo de outras localidades ou vindos de escolas particulares e aqueles que desejam retornar aos estudos em qualquer ano do ensino fundamental.

Cadastramento escolar acontece entre os dias 06 e 10 de agosto. Foto: Arquivo
Para a inscrição no cadastro Escolar, o pai, mãe ou responsável pelo aluno deverá apresentar original ou cópia dos seguintes documentos: certidão de nascimento do candidato, comprovante de residência, comprovante de escolaridade da escola de origem, nos casos de transferência para as redes públicas ou de retomada de estudos.
Em Belo Horizonte, o cadastramento é feito nas Agências dos Correios e o comprovante de residência solicitado é a conta de luz atualizada, referente aos meses de maio ou junho de 2012. Na Região Metropolitana e no interior do estado, o cadastro deve ser feito em postos de cadastramentos definidos pelas comissões municipais de cadastros e matrículas e serão aceitos outros comprovantes de residência.
O candidato que fizer a matrícula dentro do prazo estabelecido terá sua vaga assegurada em uma escola pública próxima a sua residência. O candidato que não se matricular no prazo previsto será reencaminhado para escola onde houver vaga remanescente.
Planejamento
O cadastro permite ao Governo do Estado e às prefeituras dimensionarem a demanda escolar, recebendo com tranquilidade as crianças que vão iniciar os estudos, os alunos que desejam a transferência para a rede pública e os estudantes que queiram retornar à escola, seja qual for o ano do ensino fundamental.
Planejamento
O cadastro permite ao Governo do Estado e às prefeituras dimensionarem a demanda escolar, recebendo com tranquilidade as crianças que vão iniciar os estudos, os alunos que desejam a transferência para a rede pública e os estudantes que queiram retornar à escola, seja qual for o ano do ensino fundamental.
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